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Agoniado, Jair Bolsonaro nega tudo para tentar evitar o impeachement depois de ir às ruas em atos contra a Constituição

A PGR já determinou a abertura de investigações. Bolsonaro fez até discurso na manifestação

20/04/2020 16h18Atualizado há 1 mês
Por: Walcy Vieira

Agoniado, o presidente da República, Jair Bolsonaro, concedeu entrevista, nesta segunda-feira (20/04), tentando negar qualquer participação no movimento inconstitucional que pediu interferência militar neste domingo (19), em Brasília. Mesmo assim, o procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitou nesta segunda-feira (20) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para apurar a suposta participação de deputados federais na organização de "atos delituosos" que pediram fechamento de instituições democráticas como o Congresso e o STF.

No domingo (19), o próprio Bolsonaro foi até os manifestantes e fez um discurso que viralizou nas redes sociais. Em nenhum momento, ele alertou os manifestantes que o movimento era ilegal.

Jair Bolsonaro não é o foco das investigações, mas caso encontrem indícios de participação dele, a investigação poderá atingir o presidente da República.

“O Estado brasileiro admite única ideologia que é a do regime da democracia participativa. Qualquer atentado à democracia afronta a Constituição e a Lei de Segurança Nacional”, afirmou Aras.

O inquérito, que correrá em sigilo, vai apurar se houve violação da Lei de Segurança Nacional. Entre as pautas dos manifestantes estava a reedição do AI-5, o ato institucional que endureceu o regime militar no país. Além da manifestação em Brasília, serão investigados protestos em todos país que tiveram bandeiras antidemocráticas na pauta. 

O Congresso ainda não se posicionou sobre um possível impeachement de Jair Bolsonaro pelas suas ações desastrosas e até ilegais. Caso ocorra, será o terceiro desde a Constituição de 1988.

 

Por Walcy Vieira e Bela Megale